quinta-feira, 19 de março de 2015

ESCRIBA



Gosto da palavra escrita, como uma voz impostada, que não ouço, mas imagino.
Não gosto das ideias com seu ar arrogante, definitivo.
Abomino os filósofos e amo os poetas; estes sabem das coisas e das não coisas.
Aprecio a surpresa da palavra não dita, mas insinuada.
Gosto da palavra escrita, como se poeta fosse.

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