És Zé. Não um zé qualquer. Mas és Zé.
Não mais aquele Zé menino dos mortais no poço atrás da casa do Baixio. Nem o Zé da carrapeta que, a cada lance da bailarina de goiabeira, assungava o calção encardido.
Bem que poderias ter sido o Zé da roça e da enxada sem futuro: o Zé das farinhadas comendo beiju sentado nos tanques de goma.
Poderias, ainda, ter ficado no Zé da bodega do pai. Mas, à luz de lamparinas, insististe no Zé da Escola de Comércio do Crato e te tornaste no Zé técnico em contabilidade. Nem te contentaste com o Zé das Pernambucanas e, seguindo o conselho de seu Pedro Felício, viste-te Zé bancário do Banco de Crédito Comercial.
Não quiseste ser um Zé sem ninguém. E nos giros da Praça Siqueira Campos no Crato, teus olhos verdes de Zé encandearam uma jovem professora metida a importante. E o Zé só deixou de ser sozinho. Nisso, o Zé semeou dois Zés, duas Marias , um Antônio e uma maria sem Maria. Zé formador de gente.
És o Zé amigo dos amigos, amigo dos filhos, dos amigos dos filhos...
És o Zé honesto e íntegro, o mesmo Zé que, quando recém-casado, comprou dois bilhetes de loteria – o seu e do amigo sem que este o soubesse. A sorte grande foi do amigo, e não titubeaste em entregar-lhe o prêmio. Alguns ousaram de te chamar Zé besta, mas sabias que o prêmio maior era outro. Como, de fato, foi. Zé visionário.
És o Zé avô de Natália, Leo, Marcela, Duda, Gabi, Fernandinha, Vitor, Daniel, Lívia, Tetê, Guilherme e Eduardo: tuas pérolas.
És o Zé da mangueira do quintal, do fogo acesso e do churrasco em capinhas. O Zé família.
És Zé, meu pai, que tanto amo e admiro.
Não mais aquele Zé menino dos mortais no poço atrás da casa do Baixio. Nem o Zé da carrapeta que, a cada lance da bailarina de goiabeira, assungava o calção encardido.
Bem que poderias ter sido o Zé da roça e da enxada sem futuro: o Zé das farinhadas comendo beiju sentado nos tanques de goma.
Poderias, ainda, ter ficado no Zé da bodega do pai. Mas, à luz de lamparinas, insististe no Zé da Escola de Comércio do Crato e te tornaste no Zé técnico em contabilidade. Nem te contentaste com o Zé das Pernambucanas e, seguindo o conselho de seu Pedro Felício, viste-te Zé bancário do Banco de Crédito Comercial.
Não quiseste ser um Zé sem ninguém. E nos giros da Praça Siqueira Campos no Crato, teus olhos verdes de Zé encandearam uma jovem professora metida a importante. E o Zé só deixou de ser sozinho. Nisso, o Zé semeou dois Zés, duas Marias , um Antônio e uma maria sem Maria. Zé formador de gente.
És o Zé amigo dos amigos, amigo dos filhos, dos amigos dos filhos...
És o Zé honesto e íntegro, o mesmo Zé que, quando recém-casado, comprou dois bilhetes de loteria – o seu e do amigo sem que este o soubesse. A sorte grande foi do amigo, e não titubeaste em entregar-lhe o prêmio. Alguns ousaram de te chamar Zé besta, mas sabias que o prêmio maior era outro. Como, de fato, foi. Zé visionário.
És o Zé avô de Natália, Leo, Marcela, Duda, Gabi, Fernandinha, Vitor, Daniel, Lívia, Tetê, Guilherme e Eduardo: tuas pérolas.
És o Zé da mangueira do quintal, do fogo acesso e do churrasco em capinhas. O Zé família.
És Zé, meu pai, que tanto amo e admiro.
Meu irmão Leo: eu conhecia o José de Drummond e o Zé Qualquer de Quirino. Faltava conhecer o Zé do seu poema! Poema doméstico e universal a um só tempo, de um poeta que acaba falando de si mesmo ao tentar falar do pai - isto é que é uma embolada! Mas tem uma coisa: os outros 2 Zés eu só imagino, mas o seu Zé eu conheço e também admiro: o Seo Zé Ferreira! Ele merece a homenagem e os versos falando dele merecem ganhar o mundo!
ResponderExcluirFoi muito bom saber umas coisas dele que eu não sabia. Foi muito bom reconhecer fatos que conheço denro do seu palavreado poético.
Bom demais!
Em tempo: finalmente reconheceram outro Ferreira muito importante também - o Gullar!
Vamos em frente que a poesia é urgente!
Um forte abraço,
Paulim